A Revolução Islâmica

 

A Política da Dinastia Pahlavi – o último regime monárquico do Irã – alienou completamente o país às potências estrangeiras, reduzindo a soberania nacional a praticamente nada.
A liberdade do povo iraniano foi restirada, levando à perda de sua própria identidade como Nação independente.
O Irã, que até pouco tempo era auto-suficiente em produtos agrícolas, chegando mesmo a exportar uma parte de sua produção, chegava, no final da Dinastia de Phalavi a ter de recorrer à importação de mais de 60% das suas necessidades essenciais, particularmente o trigo.
A corrupção, o vício, a imposição da ocidentalização, a ruptura com a cultura Islâmica, a confrontação e a hostilidade com a religião, levada a cabo pelo governo através do uso indevido dos meios de comunicação como rádio, televisão e   jornais, eram uma constante do cotidiano nacional.
A opressão era outra das constantes usadas contra a maioria da população que, religiosa por natureza, baseava seu cotidiano no sentimento religioso.
A tortura, a prisão e o exílio imposto pela polícia secreta (Savak) a todos aqueles que se opunham à política de regime do governo e, por outro lado, a permissão de estrangeiros acuparem cargos importantes nos órgãos e organizações mais sensíveis do Estado, tal como as Forças Armadas, levaram o país, em 1961, à primeira grande manifestação da discórdia do povo contra o sistema corrupto em vigor.
Embora esta revolta e oposição aberta, que tentou devolver os direitos ao povo islâmico do Irã, tivesse sido cruelmente esmagada pelo assassínio, tortura e mutilação de centenas de manifestantes – tal como aconteceu, aliás, com os protestos populares contra as atrocidades cometidas por Reza Khan (o fundador da Dinastia Phalavi) que forçara inclusivamente a extinção do uso do véu, e ainda com o exílio de Imam Khomeini, líder da Revolução Islâmica do Irã – jamais desanimou o povo; pelo contrário, tal prática pareceu alimentar ainda mais sua força rumo aos seus ideais e direitos inalienáveis.
Em 1979, apesar da declaração da Lei Marcial no país, as manifestações de revolta popular e as greves generalizadas atingiram o seu ponto mais importante. Este clima e sentimento vivido pelo povo encontrou eco nas Forças Armadas e em outras forças de Segurança do País.
Neste período crítico da história Iraniana, milhares de pessoas inocentes e indefesas pereceram mártires em defesa da causa ou ficaram mutilados em confrontos diretos com as forças armadas do Xá.
A Revolução Islâmica do Irã , que teve início sob a liderança decisiva de Imam Khomeini, criou uma nova cultura de confrontação política e ideológica e uma nova forma de participação popular.
Os confrontos massivos e as manifestações populares em todos os pontos do país, a participação ativa e contínua do povo, as greves contínuas, os escritos em paredes pintados à noite apesar da lei marcial, a gravação e distribuição dos discursos e declarações de Imam Khomeini que incentivava o povo à perseverança, unidade e luta sob a bandeira do Islã, abriram caminho para a Revolução Islâmica.
O regime do Xá, que se vangloriava por ter as Forças Armadas mais bem equipadas da região, bem como a organização policial mais repressiva, viu-se assim, forçado a curvar-se perante a fé e a força do povo unido sob o estandarte de Tawhid (Unidade de Deus) e a sábia e prudente liderança de Imam Khomeini.
A ideologia de vários movimentos políticos e sociais, que fazem parte no desenvolvimento dos países, pertence aos locais de origem que se encontram fora de suas próprias zonas políticas e sociais. A Revolução Islâmica do Irã foi o primeiro movimento político e social que optou por sua própria fundação ideológica em sua sociedade, também foi o primeiro a apresentar suas notáveis e verdadeiras manifestações, uma após outra. Isto também enfureceu círculos políticos mundiais, pegando-os de surpresa e deixando-os em dúvida com relação às suas atitudes para com o Irã. Até hoje, a opinião pública mundial ainda permanece espantada com os eventos que aconteceram rapidamente no Irã e que ainda não são muito bem entendidos por ela. Por esta razão, as renovações de relações de outros países com o Irã são estudadas com muita cautela. Antes da Revolução Islâmica, o Islã era considerado apenas como uma religião, deixando o Irã desconhecido por muitos, exceto pelo petróleo e recursos nacionais. Hoje, com os eventos que aconteceam no Irã, as dimensões políticas, sociais, culturais, militares e ideológicas do Islã foram exibidas para todo o mundo. A massa de problemas políticos, econômicos e sociais que foi deixada para trás, seguindo o colapso do regime monárquico no Irã, foram suficientes para estabelecer severas limitações na nova administração do país. A recém surgida República Islâmica superou apenas problemas internos quando a guerra satânica dos representantes do mundo imperialista foi imposta ao Irã. Sanções econômicas, bloqueio dos depósitos cambiais do Irã em bancos estrangeiros, conspirações, várias tentativas de golpe de Estado e a fracassada invasão militar americana em Tabass, foram todas manifestações de reação mostradas pelas potências mundiais sobre a Revolução Islâmica do Irã e seus resultados. Do ponto de vista das potências colonizadoras, o perigo da Revolução Islâmica está no fato de icentivar outros muçulmanos a requererem seus direitos.

 

 

 

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