Em Nome de Deus
Na sociedade evolucionária iraniana, os progressos
da revolução deixaram suas marcas no campo feminino. Por esta razão, o aumento
da população e os planos para as novas necessidades em relação à posição
mundial das mulheres na economia, política e cultura, influenciaram o seu
cotidiano. Baseado nisto, para um melhor conhecimento da posição da mulher após
a Revolução Islâmica, torna-se necessário a análise de diversas variáveis
principais, entre elas:
Mulher,
Trabalho e Economia
Baseado em estatísticas, a população do Irã no ano
de 1991 era de 56 milhões de pessoas, das quais 48% eram mulheres. E ainda, a
população feminina entre 1976 e 1991 aumentou de 14 milhões para 27 milhões.
Entre 1976 e 1977 existiam 102.924 professores do
sexo feminino do total de 194.420 profissionais desta área nas escolas do país.
Entre os anos de 1986 e 1987, do total de 426.027 professores nas escolas,
199.334 eram do sexo feminino. Entre os anos de 1991 e 1992, do total de
548.546 professores nas escolas, 271.195 eram mulheres. Isto mostra o quadro
feminino envolvido nas atividades de educação.
No ano de 1976, as mulheres ocupavam 13% das
posições de trabalho no setor científico e de tecnologia. Essa porcentagem
aumentou e no ano de 1986 chegou a 32,8% e no ano de 1991 chegou a 39,7%. Em
1991, 650 mulheres trabalhavam no setor de serviços. As estatísticas mostram
que no ano de 1993, cerca de 1,97 milhões de profissionais trabalharam no
serviço público, dos quais 603 mil eram mulheres.
A maioria das mulheres que trabalham no serviço
público encontra-se nos ministérios da Educação, Saúde, Minoria, Energia e
Indústria e Mineração, onde as obrigações são de natureza tecnológica e
industrial.
Nas universidades, 5,7% dos professores titulares
são do sexo feminino, 16,5% são professores adjuntos, 21,9% são professores
assistentes e 36,9% são professores auxiliares. No setor agrícola, cerca de 60%
a 80% da força de trabalho é do sexo feminino. 15,3% dos funcionários de
escritórios são do sexo feminino, 30% dos funcionários públicos são mulheres,
32% da população trabalhista ativa é composta de mulheres e 29,5% são donas de
casa.
Zahra Shojaei, presidente do Centro de Assuntos de
Participação das Mulheres da presidência da República, acredita que estes dados
estatísticos deixam claro que as mulheres construíram a cultura do país. O
doutor Tari, economista, acredita que apesar da estatística de 1998 mostrar
cerca de 32% da população economicamente ativa como sendo do sexo feminino,
deve-se observar que algumas mulheres não estão incluídas nesta porcentagem
devido à sua presença na providência das necessidades da vida, o que possui um
papel fundamental na economia do país.
Ensino
De acordo com dados de 1986, somente 4,6 milhões de
mulheres, ou 35,5% delas, eram alfabetizadas. De acordo com o último relatório
do Sensu (contagem do número de habitantes), em 10 anos o número de mulheres
alfabetizadas dobrou e chegou a 9,8 milhões, representando um aumento de 52,1%.
De acordo com as estatísticas disponíveis, entre 1993 e 1998, 30% em média dos
estudantes universitários e de centros avançados do governo eram do sexo
feminino. Durante o ano letivo de 1995 e 1996, 47.746 mulheres formaram-se nas
universidades nacionais. Baseado nas estatísticas de ensino superior entre 1990
e 2001, 685.454 mulheres se formaram nas universidades do país. De acordo com
os estudos do secretário de informática da Organização de Administração e
Planejamento Geral do país, no ano de 1999, 683.130 mulheres trabalhavam em
diversas instituições do país, deste número, 364.874 possuíam educação
superior. Esses dados nos dizem que em 2001, do total de 2.292.634 servidores
públicos, 710.233 eram do sexo feminino.
De 1997 até hoje, a porcentagem de mulheres aprovadas
em vestibulares vem aumentando regularmente. Apesar de ainda a maioria dos
aprovados nas áreas de engenharia e tecnologia ser do sexo masculino, o fato é
que 60% dos graduados são do sexo feminino, o que mostra que elas estão
formando um novo campo da força de trabalho. Apesar disto, levando-se em conta
a situação de emprego, a população feminina tida como dona de casa, a qual é
considerada inativa, nos três períodos de 1976-1986, 1986-1991 e 1991-1996,
possuiu um aumento anual médio de 6,8%, 1,3% e 1,7%, respectivamente. Essas
mudanças são conseqüências da cultura geral e da maneira como o governo passou
a administrar a sociedade feminina no que diz respeito às suas políticas de
trabalho nos primeiros anos após a revolução, tanto dentro como fora de casa.
Os recursos direcionados às mulheres no ano de 2001
em relação ao ano de 1996 foi 60 vezes maior apesar do fato de no ano de 1997 o
orçamento do governo não incluir um plano específico direcionado às mulheres.
No aspecto cultural, até 1995, o número de mulheres envolvidas com o cinema era de 900 e o número de mulheres envolvidas com a televisão era de 1800. Neste mesmo período existiam 10 revistas direcionadas especificamente às mulheres, e ainda: 13% dos jornalistas eram do sexo feminino e 22% delas estavam envolvidas com o setor de notícias.