
Irã, Índia e Paquistão avançam no projeto do gasoduto
Teerã, 24/01/2007
O comitê de trabalho do projeto do gasoduto Irã-Paquistão-Índia iniciou um encontro de dois dias em Teerã, para discutir o preço do gás iraniano que será transportado à Índia pelo Paquistão, através do gasoduto. O evento é o 4º encontro entre os representantes dos três estados e seus ministros de petróleo e energia.
O Diretor Administrativo da “Iran's National Gas Exports Company” (Companhia de Esportação de Gás do Irã) Nasrollah Seifi disse aos repórteres, antes do encontro, que a empresa consultora escolhida para determinar um mecanismo de definição de preços, exporá o desenvolvimento do projeto aos presentes. Os três países deixaram muito claro seu entusiasmo pelo projeto, mas continuam divididos quanto ao preço do gás que deve ser praticado. Assim, concordaram em contratar a empresa que tem o desafio de desenvolver o mecanismo.
Questionado se o encontro acontece sob pressão externa, Seifi disse que ambos Paquistão e Índia responderam firmemente à pressão estrangeira e não se permitiram influenciar por tais pressões. Disse também que os comentários de ambos os países indicam que só estão levando em consideração seus próprios interesses, e não de terceiros e que, apesar de terem situações econômicas distintas, agem conjuntos, como um, na compra do gás iraniano.
O Diretor da “Iran's National Gas Exports Company” disse que o Irã tem capacidade par exportar até 90 milhões de metros cúbicos de gás para a Índia e 60 milhões ao Paquistão diariamente, uma vez que o gasoduto esteja operando. E reforçou que essa é a maneira mais econômica e eficiente de se transportar todo o gás a seu destino, cortando 1.100 quilômetros do território iraniano, 1.000 do território do Paquistão e mais 500 quilômetros do território indiano.